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A História de Biafra

A história de uma guerra inescrupulosa em território africano

 

 O escritor e jornalista Frederick Forsyth viveu nas trincheiras biafrenses nos anos de 1966 a 1969, período em que morreram cerca de 1,5 milhão de pessoas, sendo um terço crianças, a maioria de fome. A História de Biafra é contada com fatos históricos que antecedem os bombardeios federais de Lagos e com uma crítica veemente à Inglaterra colonizadora que apoiou e patrocinou o genocídio.

 

Imagine um país africano semi-estruturado onde um pequeno estado busca a independência por não compactuar com a corrupção que assola a nação. Neste pequeno estado estão a maior concentração de petróleo do país, os mais bem estudados e a etnia mais odiada. Juntando tudo fica difícil legitimar a causa biafrense perante a Nigéria.

 

No entanto, as conseqüências políticas da guerra não deixam dúvidas. Primeiro acompanhamos a limpeza étnica por todo norte do país, depois a luta de 10 mil homens na resistência contra os 80 mil federais que varriam cidades sem perdoar mulheres e crianças.

 

O mundo só percebeu o massacre depois da divulgação de fotos de crianças morrendo de fome, no fim da guerra. Ser crítico nessa história é não concordar que a causa era legítima, mas acompanhar os fatos é ter certeza da indiferença do governo inglês para com o continente africano e suas vidas.

 Capa da Life na época da Guerra

 As batalhas campais, as manobras políticas, a solidariedade dos americanos, a participação das Igrejas, da Comnwelth, compõem a história recente da Nigéria, uma confederação desunida e sem progresso significativo, como a maioria das nações africanas.

 

 

Sobre o autor:

Frederick Forsyth se especializou em política internacional através da história deste livro, mas é com O Dia do Chacal que escreveu depois e lançou antes que fez fama. Neste outro livro ele fala sobre as tentativas que presenciou de matar o general Charles De Gaulle em Paris em 1962. Como jornalista atuou como correspondente da BBC Londres, depois para o Daily Express e para a revista Time.

 

A Sangue Frio

 

CapoteO assassinato da família Clutter.

           A Sangue Frio de Truman Capote retrata o assassinato de quatro membros de uma tradicional família do Kansas, nos Estados Unidos. A vida e trajetória dos assassinos e vítimas descritas quase como uma notícia dão à obra um aspecto menos romântico e mais real, justificando o motivo torpe do crime com uma incógnita psicose dos criminosos.

 

                Capote, que levou seis anos para concluir o livro, viveu intensamente todos os detalhes para descrevê-los, desde o planejamento do assassinato, até o enforcamento dos réus. 

 

Os assassinos Dick e Smith, se conheceram numa penitenciaria e Dick, ao saber de uma fazenda no estado do Kansas cujo proprietário, Sr. Herb Cluter, pagava seus funcionários em dinheiro, anotou em sua excelente memória o endereço da fazenda, como se fosse um mapa de tesouro. Ao saírem da prisão planejaram o roubo deste cofre com a máxima de não deixarem testemunhas vivas. Assim, ao se depararem com os quatro membros da família, matam todos, a sangue frio, dando nome ao livro.

 

Os detetives, a comunidade, a igreja ortodoxa fazem parte da trama que torna o livro uma completa descrição de duas violências, primeiro o múltiplo assassinato, em seguida, a sentença de morte para seus autores. Com este livro Truman Capote se consagra como escritor literato jornalista e marca o divisor de águas em sua conturbada carreira de jornalista da revista “The Yorker”.

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