Paixão pela fotografia
O Câmara Clara do francês Roland Barthes é um suspiro de paixão pela fotografia. Além de dissecar as maneiras de contemplar as imagens, Barthes provoca a busca de sentidos no ato de fotografar, ser fotografado e guardar a fotografia.

Duas perspectivas chamam a atenção nesse livro. O puntctum, que significa o que salta aos olhos ferozmente na foto, e o spectrum, o fotografado. No spectrum temos ainda duas revelações importantes que traduzem muito do ato de fotografar.
Em primeiro ele representa o espetáculo. Miramos nossa câmera para o belo, o inusitado, algo fora do comum, isto é Teatro. Em segundo e em contradição, a Morte. Imóvel, o personagem da foto imediatamente está para a eternidade como um morto, sem respirar, nem mexer os olhos.
O ensaio é fonte para pesquisas sobre fotografia desde que foi lançado, em 1981. Logo depois Barthes faleceu atropelado e esta foi sua última obra. Seria muito interessante um segundo ensaio sobre os Flickrs, Fotologs e derivados que temos hoje.
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